Privatização da Copasa deve sair em 2 de junho e movimentar até R$ 10 bilhões

<p>Aegea é vista como favorita após possível desistência da Sabesp, enquanto a Equatorial ainda pode seguir na disputa por um dos maiores ativos remanescentes de saneamento do Brasil. BTG lidera o sindicato de bancos.</p>

By Brazil Stock Guide – Minas Gerais espera identificar em 2 de junho o investidor vencedor da disputa pela Copasa, data prevista para o encerramento do bookbuilding e a definição do preço final por ação, segundo documentos oficiais protocolados em 20 de maio.

O Estado está vendendo sua participação na Companhia de Saneamento de Minas Gerais – Copasa (CSMG3) por meio de uma oferta secundária de ações que pode movimentar até R$10,04 bilhões. A liquidação está prevista para 8 de junho, em uma das maiores privatizações de saneamento em curso no mercado de capitais brasileiro.

A oferta-base inclui 171,1 milhões de ações ordinárias, equivalentes a 45,00% do capital da Copasa. Se as ações adicionais forem integralmente colocadas, a venda poderá chegar a 190,2 milhões de ações, ou 50,03% da companhia — na prática, toda a participação ordinária atualmente detida pelo governo mineiro.

Com base no preço de fechamento de R$52,77 por ação em 19 de maio, a oferta-base somaria R$9,03 bilhões. Com as ações adicionais, o valor bruto pode alcançar R$10,04 bilhões, segundo o prospecto preliminar.

Decisão em junho

O cronograma torna 2 de junho a data-chave da operação. É nesse dia que o bookbuilding deve ser encerrado, o preço por ação definido e o valor aprovado pelo acionista vendedor. O anúncio de início e o prospecto definitivo estão previstos para 3 de junho, com início da negociação das ações ofertadas em 5 de junho e liquidação em 8 de junho.

A oferta é coordenada pelo BTG Pactual, como coordenador líder, ao lado de Itaú BBA, Bank of America, Citi e UBS BB. A operação também terá esforços de colocação no exterior por BTG Pactual US Capital, Itau BBA Securities, BofA Securities, Citigroup Global Markets e UBS Securities.

Prêmio do saneamento

A Copasa é um dos ativos mais relevantes ainda disponíveis no processo de consolidação e privatização do saneamento no Brasil. Em 31 de março, a companhia e suas subsidiárias detinham concessões em 75% dos municípios de Minas Gerais, atendendo cerca de 12 milhões de pessoas com abastecimento de água. Desse total, aproximadamente 8,8 milhões também recebiam serviços de esgotamento sanitário.

No mercado, Aegea e Sabesp vinham sendo citadas como possíveis candidatas. A Aegea é agora vista como favorita após a possível desistência da Sabesp, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. A Equatorial, que havia sido associada a uma possível oferta conjunta com a Sabesp, ainda pode seguir na disputa.

Condições da oferta

A oferta será aberta a investidores não profissionais e profissionais. A distribuição parcial será permitida, desde que sejam colocadas ao menos 114,1 milhões de ações. A operação poderá ser cancelada se a demanda não atingir esse piso ou se o preço final não alcançar o valor mínimo aprovado pelo governo de Minas Gerais.

As discussões sobre dívida e tarifa aparecem mais abaixo na agenda. O prospecto não estima aumento tarifário nem afirma que a Copasa poderá ser usada como veículo de dívida. Ainda assim, o documento lista disponibilidade de financiamento, alavancagem, necessidades de investimento e estrutura de capital entre os riscos relevantes para a companhia e para a oferta.


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