By Brazil Stock Guide – O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, disse que o governo federal quer realizar ainda em 2026 o leilão do Tecon Santos 10, tratado como o maior empreendimento portuário em discussão no país e uma peça central para ampliar a capacidade do Porto de Santos. A meta é publicar o edital entre julho e agosto para permitir que a disputa ocorra até o fim do ano.
O projeto está em análise pela agência reguladora, após contribuições da Casa Civil por meio do PPI. Se a modelagem atual for mantida, o edital poderá avançar nos próximos meses. Caso haja mudanças relevantes, o processo poderá voltar ao Tribunal de Contas da União para nova avaliação.
Pressa logística
“O Brasil tem pressa, a infraestrutura tem pressa”, afirmou Franca, ao defender a publicação do edital e a realização do leilão ainda em 2026. Ele participoou do Fórum Esfera, no Guarujá. Segundo o ministro, o Tecon Santos 10 pode elevar em 50% a capacidade operacional do porto e levar Santos da 48ª para a 15ª posição em movimentação de contêineres.
A discussão sobre a modelagem inclui a eventual participação de operadores que já atuam no Porto de Santos. Franca disse que não há uma posição “teratológica” entre os órgãos envolvidos, mas diferentes visões técnicas sobre um projeto de grande porte, com investimentos robustos e impacto direto sobre a logística nacional.
Túnel e aeroporto
Além do terminal de contêineres, o ministro citou avanços no túnel Santos-Guarujá, com investimentos estimados em cerca de R$6 bilhões. Segundo ele, os aportes já foram estruturados pelo governo federal, por meio da Autoridade Portuária de Santos, e pelo governo de São Paulo, com financiamento do Banco do Brasil. A expectativa é instalar o canteiro em breve e iniciar as obras no primeiro trimestre de 2027.
No aeroporto de Guarujá, Franca disse que as obras de infraestrutura do lado ar — pista, taxiway e estrutura operacional — já foram entregues. A prefeitura conduz agora um estudo de segurança operacional no entorno, etapa que deve levar cerca de seis meses antes do envio à Anac para homologação. Investimentos no terminal de passageiros também estão em andamento.
O ministro também defendeu a complementaridade entre portos públicos e privados. Segundo Franca, o capital privado permite acelerar investimentos onde o orçamento público é limitado, desde que os projetos tenham modelagem capaz de atrair o mercado.
