Amil, SulAmérica e Bradesco Lideram Operadoras de Planos de Saúde em 2025

<p>Gigantes concentram quase metade do lucro do setor, enquanto ranking evidencia distância entre líderes e demais operadoras.</p>

Brazil health insurance membership ranking showing major insurers such as Bradesco Saúde, Amil, Unimed, SulAmérica and Hapvida under Brazil’s ANS regulator

By Brazil Stock Guide – As operadoras de planos de saúde no Brasil — incluindo seguradoras, medicinas de grupo e cooperativas — voltaram a apresentar forte concentração de resultados em 2025, com Amil, SulAmérica e Bradesco Saúde liderando com ampla vantagem sobre o restante do setor.

Dados da ANS mostram que a Amil encerrou o ano como a operadora mais lucrativa do país, com R$ 5,4 bilhões em lucro líquido, seguida pela SulAmérica, com R$ 3,4 bilhões, e pela Bradesco Saúde, com R$ 3,1 bilhões. Juntas, as três companhias concentram uma parcela relevante do lucro agregado, reforçando o peso da escala, do poder de reajuste e do resultado financeiro na formação dos resultados.

Ranking das 10 maiores operadoras por lucro em 2025

Posição Operadora Lucro Líquido 2025
1 Amil Assistência Médica Internacional R$ 5,4 bilhões
2 SulAmérica Companhia de Seguro Saúde R$ 3,4 bilhões
3 Bradesco Saúde R$ 3,1 bilhões
4 Hapvida Assistência Médica R$ 1,03 bilhão
5 NotreDame Intermédica R$ 823 milhões
6 Porto Seguro Saúde R$ 705 milhões
7 Unimed Belo Horizonte R$ 632 milhões
8 Unimed Seguros Saúde R$ 616 milhões
9 Samel Serviços de Atendimento Médico R$ 548 milhões
10 SulAmérica Paraná Clínicas R$ 479 milhões

Líderes puxam o setor
As operadoras líderes se beneficiaram não apenas da escala, mas também da forte contribuição do resultado financeiro — um dos principais motores de lucro em 2025, em um ambiente de juros elevados — além de melhor controle sobre custos assistenciais.

A Amil se destacou com folga, combinando resultado operacional robusto e ganhos financeiros. SulAmérica e Bradesco Saúde mantiveram margens resilientes, mesmo diante de pressões ainda relevantes na inflação médica.

Segundo pelotão mais competitivo
A partir da quarta posição, o ranking se torna mais fragmentado. Hapvida e NotreDame Intermédica — apesar da grande base de beneficiários — ainda refletem desafios de integração e pressão de custos, o que limita a expansão de margens.

Por outro lado, operadoras como Porto Saúde e Unimed Belo Horizonte apresentaram desempenho mais equilibrado, combinando crescimento com maior disciplina de custos.

Escala ajuda — mas não garante retorno
O ranking mostra que tamanho, por si só, não assegura rentabilidade. Operadoras com maior verticalização ou controle da cadeia assistencial tendem a apresentar resultados mais previsíveis, enquanto modelos mais expostos a prestadores enfrentam maior volatilidade.

No agregado, a concentração segue como uma característica central do setor. A dominância de poucos grandes players continua moldando a dinâmica competitiva — mesmo com a melhora mais disseminada dos resultados em 2025.

Leia mais: Saúde Suplementar Lucra R$ 24,4 Bi em 2025 com Força no 4T25


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