By Brazil Stock Guide – Lírio Parisotto, fundador da Videolar-Innova, afirmou que a petroquímica brasileira vive um momento crítico, marcado pela indefinição em torno da Braskem e pela crescente presença de produtos importados. No Fórum Esfera, no Guarujá, ele disse que o setor precisa enfrentar sua fragilidade estrutural antes de falar em expansão global.
Parisotto afirmou que metade da demanda brasileira por produtos químicos e petroquímicos já é atendida por importações. Segundo ele, isso representa um choque para um país que tenta discutir reindustrialização, mas ainda depende fortemente de cadeias externas em áreas essenciais.
O empresário também citou a situação societária da Braskem como um fator de instabilidade. Para ele, a principal companhia do setor atravessou anos de indefinição, e a recente reorganização envolvendo bancos, fundos e Petrobras será decisiva para o futuro da petroquímica nacional.
A fala veio no contexto da própria trajetória da Videolar-Innova. Depois de ver o mercado de CDs e DVDs desaparecer com o streaming, a empresa se reinventou ao comprar a Innova da Petrobras, em 2014, e migrar para a petroquímica e transformação plástica.
Parisotto defendeu que a saída para o setor passa por inovação, automação, novos produtos e reciclagem. O recado foi direto: sem uma política industrial consistente, o Brasil continuará importando parte relevante da sua petroquímica enquanto perde a chance de reconstruir uma cadeia estratégica.
